domingo, 13 de março de 2011

PANELA DE BARRO " uma receita de 400 anos"

As panelas de barro deixam a comida uma delícia. É uma opção especial que não tem contra-indicação. Os peixes e carnes com molhos são os melhores pratos para serem preparados.

Entretanto, é preciso estar atento à procedência da panela de barro, pois se ela não for de boa qualidade, pode conter grande quantidade de metais pesados como o chumbo, o cádmio e o níquel, prejudiciais ao organismo.

No vídeo acima, assista como são produzidas as mais famosas panelas de barro do Brasil, as das Paneleiras de Goiabeiras, no Estado do Espírito Santo.

sábado, 12 de março de 2011

AZEITE CARAMELIZADO

INGREDIENTES

200 gr. isomalte
O azeite virgem
Pó do vinagre
Sal Maldon

DESENVOLVIMENTO

Isomalt derreter em uma panela em fogo baixo e aqueça até que atinja 135 º C. Coloque a extremidade de um tubo plástico (1,5 cm. diâmetro) na superfície do doce com o qual deseja anexar uma película muito fina de caramelo derretido. Em um prato com azeite para evitar doces degola, pingar uma gota de óleo através do tubo sobre o caramelo. Se o caramelo é quente o suficiente ea queda cai duro, o óleo será automaticamente envolto por uma fina camada de caramelo. Se não for o caso, possivelmente porque o caramelo esfriou no fim do tubo, por isso, é recomendável repetir a operação mais rapidamente. Cubra a base do "caramelo de petróleo" com pó de vinagre e cubra com um pouco de sal Maldon.

FONTE:


http://chef.danielaquino.zip.net/

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como se Faz: Bolo saint-honoré

O chef Fabrice Le Nud, da Pâtisserie Douce France, prepara e expõe em sua vitrine alguns dos mais tentadores exemplares da tradicional confeitaria francesa. Um deles é o bolo saint-honoré, que tem base de massa folhada crocante, carolinas carameladas e recheadas com creme de baunilha mais cobertura de chantilly. Em vídeo, ele ensina a receita e mostra também o preparo de uma decoração especial para o doce.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

SAL DE TODOS OS MARES


Sal do Peru, do Himalaia, da Austrália, cada um tem sua individualidade e atravessa mares para chegar às mãos dos chefs e compor pratos inesquecíveis. Clo ensina como saboreálos: "Cada sal tem uma nota diferente, pode ser doce, ter aroma mais acentuado, ser mais úmido. Uma boa dica para degustá-los é temperando carpaccios de tomate. Compre três tipos de sal diferentes e prove em casa. A diferença é notável".
Para consumo diário, Clo recomenda o uso do sal grosso moído em casa, que é barato e melhor que o refinado em pó. Para conservá- lo, alguns grãos de arroz dentro da embalagem evitam a umidade. Aos mais exigentes, recomenda o inglês Maldon, que é uma alternativa também versátil, apesar de mais cara.
Após coleta, processamento e moagem, os grãos podem ainda ser temperados, aromatizados e até defumados. No Brasil, os mais comuns são os sais com aipo (para temperar suco de tomate, por exemplo) ou com gergelim, o gersal (muito utilizado em cozinhas vegetarianas por ser mais nutritivo). Mas são inúmeras as opções.

Selecionamos alguns dos sais finalizantes mais renomados e exóticos que circulam pelas cozinhas dos chefs para apresentar aos leitores, com indicações de Clo Dimet. No Brasil, a maioria é encontrado somente em restaurantes, como no Emiliano e no La Table O. Mas os preferidos de Clo, Flor de sal de Guérande e Maldon, podem ser encontrados nos melhores mercados.


Flor de sal de Guérande: sal marinho francês, de origem controlada, suave, de grão branco, cristalino e úmido. Esse produto é considerado um dos melhores do mundo e pode ser encontrado em casas importadoras. Melhor receita: para uso geral.
Sal alaea do Havaí: sal marinho ao qual é adicionada uma argila vulcânica chamada alaea que contém óxido de ferro, o que lhe dá um tom avermelhado e um gosto de terra acentuado. No Havaí, esse sal é recomendado a pessoas com carência de ferro. Melhor receita: com saladas e vegetais.
Sal cinza: sal marinho francês coletado à semelhança da flor de sal mas retirado da parte mais inferior do monte, onde ficam concentrados mais minerais, o que lhe dá a cor acinzentada. Melhor receita: para uso geral.
Sal Maldon: sal inglês, de origem controlada, já bastante conhecido dos chefs. Branco, de flocos frágeis e macios, é encontrado nos mercados brasileiros mais facilmente do que os demais. Melhor receita: com peixes, carnes e foie gras.
Sal Murray River: sal mineral australiano de cor rosa alaranjada, em forma de flocos crocantes. Melhor receita: com frutos do mar e pescados.
Sal negro ou Kala Namak: sal indiano de grãos finos e cor rosa acinzentada, apesar do nome. É muito apreciado por vegetarianos por seu aroma de gema de ovo, o que substituiria o produto animal, mas sua cor prejudica a apresentação do prato. Melhor receita: com pratos indianos, como curry e masalas, e vegetarianos em geral.
Sal rosa do Himalaia: sal mineral de cristais cor-de-rosa, coletado nas montanhas do Himalaia. Melhor receita: para uso geral.
Sal rosa do Peru: sal mineral de sítios sagrados incas, também com cristais cor-de-rosa e de sabor forte. Melhor receita: com ceviches (peixe cru temperado e marinado no limão) e frutos do mar.
Sal defumado: para obter um aroma e sabor natural de fumaça, alguns sais são defumados em madeiras aromáticas, como carvalho, cerejeira e amieiro. Dentre eles, destaca-se a flor de sal francesa defumada a frio em barris de carvalho que envelheceram vinhos da uva branca chardonnay. Os grãos desse sal elegantíssimo são cristais marrons acinzentados. Melhor receita: todos os sais defumados são indicados para pratos neutros, pois seu sabor é predominante.

O sal está presente em nosso cotidiano desde o início da civilização e já teve inúmeras funções, de conservante de alimentos a moeda de troca. Hoje é usado em larga escala na indústria (para a fabricação de soda cáustica, por exemplo) e, claro, na cozinha. O que mudou ao longo da história, além da maior utilidade, produtividade e consumo, foi o reconhecimento da variedade de sabores, aromas, cores e texturas desse tempero.
As características finais do sal estão relacionadas a sua coleta, processamento e beneficiamento: grosso ou moído, refinado ou não (leia mais na próxima página), marinho ou mineral, aromatizado, defumado, temperado, gourmet... O sal deixou de ser um instrumento que apenas realça o gosto natural dos alimentos para firmar o seu próprio sabor, e hoje é usado até em doces. Conversamos com a chef Clo Dimet, uma simpática e agitada uruguaia radicada no Brasil há sete anos, hoje à frente do restaurante francês La Table O & CO., em São Paulo, para entender melhor esse tempero tão essencial à boa mesa. "Eu defendo a cozinha de produtos. Cada alimento tem seu lugar e tem que ser de extrema qualidade." Com o sal não é diferente.

O RARO AROMA DE VIOLETA
O que há de mais nobre nesse mercado é a flor de sal. Sua produção é limitada a regiões de verões bem quentes e com muito vento, o que favorece a cristalização natural do grão. A evaporação da água forma uma fina película de sal na superfície das salinas, que é coletada manualmente. O resultado é um grão branco, cristalino e mais úmido que o normal, com um suave aroma de violeta. Ele se dissolve na boca, proporcionando uma verdadeira explosão de sabor.
A exclusividade a torna ainda mais charmosa - são necessários cerca de 80 quilos de sal marinho para a produção de um quilo de flor de sal. Essa baixa produtividade eleva seu custo, por isso é mais utilizada como sal finalizante (na apresentação do prato ou na mesa).
Há quem considere a flor de sal um produto de origem controlada, que nasceu na França, assim como o champanhe produzido em Champagne (França). Os principais produtores são os da cidade de Guérande, na região da Bretanha, noroeste francês. Mas muitas salinas utilizam o método para criar uma versão regional da flor de sal, como as da região de Algarve, em Portugal, que também tem uma flor muito apreciada. No Brasil, a Companhia das Ervas é pioneira em produzi-la no município de Mossoró (RN).
Existem ainda sais menos populares, como o kosher, extraído sob a supervisão de rabinos para atender aos preceitos da religião judaica no preparo alimentar, e o light, com menos sódio na fórmula, recomendado a pessoas com hipertensão.

domingo, 21 de novembro de 2010

Chef Tânia Bastos ministra workshop de bolo de rolo no Nordeste Bahia Gourmet

Tânia Bastos deu um workshop sobre bolo de rolo no Nordeste Bahia Gourmet Foto: Valter Pontes

Da adaptação de uma iguaria portuguesa a patrimônio imaterial de Pernambuco, o delicioso e delicado bolo de rolo caiu no gosto do povo brasileiro. À primeira vista, ele pode até parecer um rocambole, mas é preciso ter muito cuidado com essa afirmação. As duas deliciosas receitas se diferem em diversos aspectos, começando pela sua procedência.
A origem do bolo de rolo está na adaptação do bolo português “colchão de noiva”, já o rocambole tem sua massa preparada com o pão de ló. E as diferenças não param por aí, as duas receitas se distanciam, sobretudo, na maneira de enrolar, enquanto o bolo de rolo é feito com quatro lâminas de massa, no preparo do rocambole é utilizada apenas uma. “Quanto mais fininha é a espessura da massa, mais gostoso é o bolo de rolo e mais habilidosa é a doceira. O segredo está no jeito de preparar”, declara a chef Tânia Bastos. A chef ministrou um concorrido workshop ontem (18) no Nordeste Bahia Gourmet.
Se antigamente o bolo de rolo era preparado com recheio de goiaba, fruta abundante no nordeste brasileiro, por si só já era uma deliciosa sobremesa, hoje a receita pernambucana, uma das mais generosas tradições do estado, vem se inovando e ganhando diferenciações sofisticadas, como a Bavaroise Pernambucana, sobremesa feita com cream cheese, chocolate branco e minibolo de rolo, e a Brasilidades, uma homenagem aos estados de Pernambuco e Bahia, feita à base de bolo de rolo com cobertura de cocada de manjericão e coulis de graviola proporcionando deliciosas sensações gastronômicas.

Verrine a Gilberto Freire com bolo de rolo pernambucano

Para a verrine ( 4 porções)

 Ingredientes
60 g de creme de goiaba
250 g de queijo do reino
250g de chantili batido
100 g geléia de acerola
165 g de cream cheese
100 ml de mel de engenho
40 ml de licor de cana de açúcar
150 g de castanha de caju caramelizada (crocante)

Modo de preparo
Processar o queijo do reino e juntar com cream cheese
Apresentar o chantili batido em ponto mole. Reserve
Faça uma redução com mel de engenho e o licor de cana de açúcar

Montagem
Decore a taça com finas fatias de queijo do reino
Coloque uma camada de geléia de goiaba
Creme de creme queijo do reino
Coloque o crocante de castanha caramelizada
Coloque um pouco da redução de mel de engenho com licor
Repita uma nova camada de creme de queijo do reino
Finalize com a geléia de acerola

Acompanhamento
4 fatias de bolo de rolo cortada em triângulo (cerca de 70g cada)